terça-feira, 27 de outubro de 2015

LAMÚRIAS


De que me vale este amor que sinto?
Não sou e nunca fui correspondido!
Amo única e exclusivamente só.

Não sei o porquê de perdurar tanto,
Se por ele só derramo meu pranto,
Terminando toda noite solitário.

Como pode? Fico me perguntando.

Sigo me maldizendo e lamentando!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

NOVA AURORA


Quem me dera
Que num lindo despertar,
Ao gorjear dos rouxinóis,
Suas quimeras
Se tornassem realidades.
Que você descobrisse
O mundo diferente
Do que enxergas agora;
Quem sabe dessa forma,
Haveria oportunidade
Para sermos felizes,
Nesta nova aurora?

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SHOW DA NATUREZA


Lindo por do sol!
Pássaros cantam como no arrebol.
O rio reflete os últimos raios
E eu, admirado pela beleza,
Queria ter, com certeza,
Você ao meu lado observando
Este grande espetáculo
Da mãe natureza.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

EU, VERBO


Um dia
Pensei ser sujeito a amar,
Mas descobri que meu sonhar
Não passava de fábula,
Imaginação!
E eu, verbo querer,
Querendo a qualquer preço amar,
Não medi esforços
Para tentar mostrar
Todo o sentimento
Contido e reprimido por mim,
Dentro do peito.
E eu, agora verbo sofrer,
Descobri que meu querer,
Era apenas meu.
Não fui querido,
Nem desejado,
E perante tal descoberta,
Senti que era folha caída,
A vagar sem rumo, incerta,
Até onde o vento quiser levar!

domingo, 11 de outubro de 2015

PENSAMENTO


Como posso cobrar de alguém que não faça comigo o que já fiz com ela? Com que autoridade posso falar se já cometi o mesmo erro? Eis a questão!

CRISE DE LIBERDADE


Não posso mais voar,
Pois cortaram minhas asas.
Agora fico observando
Meus amigos planando,
Percorrendo todo o céu
Como faz um carcará.
Indo para onde querem,
Fazendo piruetas,
Quedas livres,
Voo rasante!...
Enquanto eles curtem
Ao máximo sua liberdade,
Fico aqui admirando, sonhando
Com a minha de outrora,
Agora perdida!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

DOR DA SAUDADE


Eu vou chorar, vou sofrer;
Querer morrer, me mandar.
Mas aguentarei toda a dor
Que a saudade me trará!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A GRANDE FERA


Depois que termina o show,
Apagam-se todas as luzes;
Todos, aos poucos, se vão.
E então, voltamos pra casa,
Pra dura realidade da vida.
Novamente nos deparamos
Com a casa vazia, obscura,
Fria e no quarto, a cama
De casal pra ser ocupada
Por um corpo só. É solidão!
A solidão é uma grande fera
Que nos devora lentamente!

sábado, 3 de outubro de 2015

MULHER, MULHER


Lindas e Poderosas!
Mulher de toda hora.
De momentos bons,
Momentos difíceis.
Umas nos edificam,
Outras deixam tristes!
Mas, não conseguimos
Ficar tão longe delas.


terça-feira, 29 de setembro de 2015

MEU SEMBLANTE


Muito samba de raiz,
Assim meu verso diz.
E eu, aparentando tão feliz,
Canto para que meu pranto
Não se derrame, mostrando assim
Toda essa minha tristeza,
Através do meu semblante!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

DESTINO DE POETA


Eu já não sei se é sina
Ou destino de poeta,
Mas vivo numa guerra,
Pois tenho passado a vida,
Gostando de uma menina
Que nunca gostou de mim.
Tentei esquecer, não consegui,
E assim vou prosseguindo,
O tempo todo persistindo,
Buscando um dia ser feliz!

SINÔNIMO DE ALEGRIA



Faço do Samba o adereço
De minha própria alegria.
Na minha alegoria,
Solto as minhas asas
E voo na imaginação.

Em cada instrumento sinto
Uma tremenda emoção.
Uns fazem o ritmo,
Outros a harmonia
A penetrar em nosso coração. 

Quando olho pro salão,
Vejo no rosto alegria
Que se expressa genuinamente,
Me solto e sambo simplesmente,
Até meu pé adormecer!

E se o Samba for em Madureira,
Meu irmão tenha certeza,
Sambo o domingo todo
Só parando na segunda-feira! 


*Mário Bróis/Edmundo de Souza.



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

AGORA VOU VIVER


Nunca mais
Irei sofrer por você.
Finalmente o pesadelo acabou!

Demorei a enxergar
Todas as maldades que me fez.
Só precisava respirar
E você sempre a me controlar.

De agora em diante vou seguir,
Com a certeza de encontrar
Em algum lugar um novo amor,
Que seja diferente de você
E que me dê valor.
Será que realmente você amou?

Agora vou viver
Tudo o que sempre quis,
Pois ao seu lado só fui infeliz!

Você me sufocou,
Eu nunca senti prazer!
Contudo, livre, volto a viver.




*Marcílio Freitas/Edmundo de Souza.