sexta-feira, 28 de outubro de 2016

MEU CANTO

O meu canto é um canto que vem da alma
É um dom que deus me deu.
Nele não há lamento e nem tristeza
Eu canto porque sinto prazer
Sempre buscando a pureza
E a beleza inspirada no amor.

Meu cantar é cheio de alegria
E traduz todo meu sentimento
Onde viajo na imaginação
Numa experiência de paz e de paixão.

No palco me transformo e revelo
Em cada gesto tudo o que sinto
Meus olhos refletem intenso brilho
Em movimento, meu corpo, minhas mãos,
São expressões de minha alma
Que transbordam sorrisos e emoção.

Meu cantar é cheio de alegria
E traduz todo meu sentimento
Onde viajo na imaginação
Numa experiência de paz e de paixão.


*Luíz Antônio - Edmundo de Souza.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

FOI O MAR

Foi o mar
Que mandou me avisar,
Foi o mar.
Foi o mar
Que mandou me avisar.
Ele molhou os meus pés,
Querendo me alertar.
Ele molhou os meus pés,
Querendo me alertar.

Sua maré está braba
E não tá pra brincadeira, não.
Pois água não tem cabelo,
Se ligue, não dê bobeira, não.

Se não sabes nadar,
Fique então na areia,
Construindo teus castelos
E de olho nas sereias.

Foi o mar
Que mandou me avisar,
Foi o mar.
Foi o mar
Que mandou me avisar.
Ele molhou os meus pés,
Querendo me alertar.
Ele molhou os meus pés,
Querendo me alertar.

Já pedi para mãe d’água,
Para a rainha do mar
Que ela me dê proteção,
Me abençoe, oh, Iemanjá.

Iemanjá que olha com bons olhos
Para todo pecador,
Que atende os pedidos
Dos seus filhos com amor.


*Edmundo de Souza - Oberlan Du Cavaco.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

SER POETA

Resolvi assumi o que sou.
Eu sou Poeta!
Ser poeta é abraçar a solidão,
A dor, a saudade e um amor que não tem fim.
Ser poeta é viver assim:
Consciente de que o amargor no peito nunca cessará!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

SAMBA AFRO-CANGULEIRO

O Samba Afro-Carioca
Desemboca nas Rocas
Com Lucarino, Farrapo e Melé.
Malandragem boa de fato,
Preto, Samba Mulato
Na cabeça e no pé.
Quem diz é Aluízio Pereira,
Mestre, Malandro, Mangueira,
No Samba é só oitentão.
Criou um legado herdado,
Muito bem assimilado
No surdo de Pizão.

Um sonho nos toca bem fundo,
Era o mestre Raimundo
Que apitava com o coração.
A bateria com a cuíca de Chiquinho,
Os repiques de Duda e Rubinho
E também de Zé Negão.
Cada um tinha no Samba um papel,
Quem não lembra do cantar negro
De Agarcy e de Miguel.
Assim se fez a tradição,
Hoje o samba das Rocas
Ainda é feito com emoção!


*Zorro - Rogerinho Lucarino - Edmundo de Souza - Oberlan Du Cavaco.


SEU MANGUEIRA BATUQUEIRO

Gosta da boemia,
Seu “Mangueira” é feliz e não sabia.
Sempre empunhando o seu pandeiro,
Faz um batuque maneiro
De um Malandro sem par.
Ele representa o batuqueiro
Que nas Rocas foi o primeiro,
A batucar e a cantar.

Dona Maria vem pra cá,
Vem pro Samba, Sambar.

Seu “Mangueira”,
Um batuqueiro de fama,
Gosta de pouca conversa
Quando o Samba lhe chama.
É sambista que não enjoa do mar,
Diz que não acredita em maré de azar.

Ele rema no mar,
Ele gosta do mar.
Ele pesca no mar,
É porque gosta do mar.

*Hélio Carioca. 
Homenagem à Aluízio Pereira (o Mangueira).

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

AZUL

O céu, a Poesia,
O amor, a Boemia,
Tudo é azul para mim,
Para mim.

O mar, a nobreza,
O horizonte, a beleza,
Tudo é azul para mim,
Para mim.

Sua companhia,
Nossa harmonia,
Amizade sincera
Em tom azul.

És azul que trás amor e paz.
És firmamento, limite superior
Refletido em meu interior.



 Evilásio Galdino/Wallace/Luiz Antônio/Edmundo de Souza

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

POBRE COITADO

Eis que a besta fera,
Desceu a terra
E encontrou um cara
Carente, solitário.
E o pobre coitado
Em imenso desespero,
Cedeu a grande procela
E vendeu sua alma,
Na tentativa desesperada
De tê-la nos braços.
Mas o pobre coitado
Morreu sem ela,
Pois a besta fera
Mentiu, o enganou!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

NOSTALGIA

Nostalgia que eu passo!
Nostalgia, quando lembro de você,
Sinto meu corpo tremendo,
É o frio me envolvendo
Pois naquele amor a chama se apagou.

Que magia teus braços!
Que magia era aquele nosso amor,
Que se perdeu pelo tempo
E se foi feito o vento
E assim passou a brisa desse amor.

Quando relembro momentos
Que juntos nós tivemos,
Sinto nos olhos lágrimas brotar.
Tantas juras que fizemos,
Tanto, tanto nos queremos
Mas o tempo fez o sentimento mudar.

Agora, sou puro lamento
E Sentindo a brisa do tempo,
Eu vou tentando de uma vez me conformar.


*Victor Lins – Edmundo de Souza

terça-feira, 16 de agosto de 2016

ESPERANÇA

Que posso fazer?
Que posso fazer
Se não consigo te esquecer?
Se fecho os olhos,
Só vejo você,
Coisa que acelera
O meu coração.
O que fazer? Não sei...
Qual vai ser minha opção!

Se toda noite
Sonho com você.
Prefiro não acordar
Deste sonho tão bonito,
Parece tão real.

Eu não sei dizer
Tudo que já fiz,
Pra tirar você de vez do pensamento.
Nem adianta tentar me envolver
Com outra pessoa,
Só vejo você.

Vou vivendo assim
Sempre mantendo a esperança,
De te ter aqui outra vez
Perto de mim.                                      
Vou vivendo assim
Sempre mantendo a esperança,

De te ter aqui outra vez.


*Em parceria com Marcílio Freitas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

MADRUGADA

Pelas madrugadas vou
Buscando esquecer um amor
Que se faz perpetuar
Que no meu peito ainda está
E me causa tanta dor;
Este amor me causa tanta dor!

Pra que então amar?
Pra que se apegar?
Arriscar, depois perder
E assim você sofrer.
Pra que então querer
Passar o que já passei?

Sigo o conselho que te dou:
Fuja, corra do tal amor,
Evite se apaixonar!

Pra você não terminar
Numa madrugada fria,
Entre drinks e cigarros,
Tentando fugir da solidão.

sábado, 13 de agosto de 2016

ODE AO VIOLÃO

Mete o dedo na viola,
Quero ver ela falar.
Fraseando nos bordões,
Quero ver ela falar.
Bossa nova, no chorinho,
Quero ver ela falar.
No partido gostosinho,
Quero ver ela falar.
Sertanejo, forrozinho,
Quero ver ela falar.
Qualquer ritmo com carinho,
Quero ver ela falar.

Mete o dedo, seu Luiz,
Bota ela pra falar,
Pois o samba com viola
É gostoso de cantar.


*Homenagem ao violonista Luiz de Souza.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

SILÊNCIO NO MERCADO

Outra vez
O mercado parou.
Mais uma vez
O samba se calou,
Tanta gente se entristeceu!
Que fazer com quem já sofreu
Com a dor no peito a lhe torturar?
São órfãos do samba a se lastimar!

Cadê o samba, Iaiá?
Cadê o samba, Sinhô?
Cadê o samba, Sinhá?
Alguém sabe nos informar
O que foi que aconteceu
Pro samba não se apresentar?
Quem poderá nos dizer?
Quem nos dirá?

Estamos sentindo falta,
O samba não pode calar!
Solte seu brado que iremos sambar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

CONFRARIA DO SAMBA

Chame seu amigo, amigo,
Se quiser pode chamar.
Quero todo mundo aqui
Pra curtir o samba que vai começar.

Vai ser um samba de roda,
Uma roda de samba,
Batuque de negão.
Mas também pode vir branco,
Pois o samba tem grande coração.

O samba não tem cor,
Pois o samba é miscigenação.
Nele tudo que importa
É que sempre acabe em grande união.

Veja bem, oh meu amigo,
Se quiser também pode vir pra cá,
Porque essa confraria
Sempre acolhe quem chega pra sambar.

Veja bem, oh meu amigo,
Se quiser também pode vir pra cá,
Porque essa confraria
Sempre acolhe quem chega pra somar.