Vejam o desespero de todas
estas pessoas,
Andando daqui pra lá, de lá pra cá,
Sem realmente ter para onde ir!
Vejam todos estes homens
entediados,
Por fazerem deles inúteis,
Por acharem que por causa da idade avançada,
Eles não podem exercer mais nenhuma profissão.
Vejam todas estas
crianças desamparadas,
Que dormem nas ruas,
Que pedem esmolas para ter o que comer.
Que muitas vezes caem na marginalidade
Por não terem nenhuma opção!
Vejam, todos precisam
serem ouvidos,
Todos eles precisam de carinho,
Todos precisam de uma chance,
Todos precisam de atenção!
Alô senhor, alô doutor,
você que está no poder,
Faça alguma coisa para ajudar.
Estenda sua mão, meu irmão, tenha compaixão.
Todos se fingem de doido,
De cego, de mudo, de surdo!
Só conseguem olhar para seus próprios umbigos!
Quem precisa é tratado como inimigo!
Só lembram do povo quando chega a eleição!
Vejam, todos precisam
serem ouvidos,
Todos eles precisam de carinho,
Todos precisam de uma chance,
Todos precisam de atenção!
Andando daqui pra lá, de lá pra cá,
Sem realmente ter para onde ir!
Por fazerem deles inúteis,
Por acharem que por causa da idade avançada,
Eles não podem exercer mais nenhuma profissão.
Que dormem nas ruas,
Que pedem esmolas para ter o que comer.
Que muitas vezes caem na marginalidade
Por não terem nenhuma opção!
Todos eles precisam de carinho,
Todos precisam de uma chance,
Todos precisam de atenção!
Faça alguma coisa para ajudar.
Estenda sua mão, meu irmão, tenha compaixão.
De cego, de mudo, de surdo!
Só conseguem olhar para seus próprios umbigos!
Quem precisa é tratado como inimigo!
Só lembram do povo quando chega a eleição!
Todos eles precisam de carinho,
Todos precisam de uma chance,
Todos precisam de atenção!
Natal/RN, 06/03/1991.

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